Quando somos bem pequenos, ainda limitados a um universo muito reduzido de pessoas, é comum que nossos pais/ cuidadores adotem a postura de nos incentivarem à socialização com nossos pares (as demais crianças com joelhos ralados no parquinho do bairro). Há um certo consenso em relação à importância deste processo de integração dos toddlers à brincadeira, já que aprendemos pela imitação e, quanto maior a variedade de modelos, maiores são as chances de absorvermos o que é um comportamento social desejável e os valores do certo e do errado. Só que à medida em que vamos crescendo, quantidade passa a ser um aspecto secundário e o processo se inverte: há um filtro pessoal que se torna mais criterioso ao longo do tempo e identifica as pessoas que devem ou não ter acesso a você. É como se fosse uma "desintegração" social, que serve ao propósito de formar um ciclo menor com algum nível de afinidade e baseado em reciprocidade. O efeito a longo prazo é evidente: as animadas festas de...
Out of write, out of mind