Ando recebendo visitas do passado, e abro as portas como quem passa o dia preparando a mesa do café da tarde. Elas chegam sutilmente, como flashbacks que preparam o plot de um drama épico. Desacordada convido à casa meus medos, os piores deles, e faço de um oásis o palco para a grande batalha. Não, ainda não. Já tenho brincado com a sorte de ensaiar há mil anos. Talvez ainda tenha direito a mais um ou outro até que o diretor anuncie o primeiro ato. Passo a noite navegando por mares mal resolvidos, enfrento com coragem, sucumbo à falha, aprendo mais pela dor e desmonto as trincheiras pela cura. Sou intensa em segredo, mas não descanso. Porque de olhos abertos cada centímetro grita uma história: são as musas da minha ilíada moderna. Só ela sabe da rua em que notei o vento do outono tocar minha pele pela primeira vez, das vielas que testemunharam os dois amantes inconsequentes, ou do jeito com que o mar cobriu meus pés e acalmou meu coração acelerado. Sabe também do acalento em minh'a...
Sim, caro(a) leitor(a). Chegou o dia em que eu finalmente escreverei sobre a Taylor Swift. Eu já ouvi diversas vezes de algumas pessoas - inclusive mulheres - que o que mais as incomoda com a Taylor é sua infantilidade. Que uma mulher no auge dos seus 34 anos deveria saber mais do que empilhar músicas sobre seus curtos romances, sofrimentos e rixas passadas. Outros ainda mencionam que um agravamento disso é a musicalidade de qualidade questionável - cada gosto é um gosto, mas só quem já perdeu a noção do tempo com a nostalgia de "Seven" e "Coney Island" entenderia a complexidade artística da cantora - e que seu avassalador sucesso é totalmente desproporcional. Veja, o meu objetivo aqui não é rebater nenhuma destas afirmações. Pelo contrário, mesmo fã assumida se eu dissesse que não há ao menos 2 músicas quase insuportáveis em cada um dos 11 álbuns estaria sendo absolutamente leviana. Só que eu acho que a quebra massiva de recordes, os shows lotados em segundos e o...